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11/04/2017

Apelido ‘Amigo’ em planilha é Lula, diz Marcelo Odebrecht a Moro

Ex-presidente da construtora diz em depoimento a Moro que ‘Italiano’ e ‘Pós-Itália’ são, respectivamente, Antonio Palocci e Guido Mantega; acusados negam

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Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, confirmou nesta segunda-feira em depoimento ao juiz Sergio Moro que o apelido “Amigo” citado nas planilhas em que a  empreiteira registra doações a políticos é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento é o primeiro dado pelo empresário na condição de delator a Moro, mas ele já havia confirmado em dezembro do ano passado, ao falar à força-tarefa da Operação Lava Jato, que Lula havia recebido dinheiro da Odebrecht.
Em setembro, a Polícia Federal também divulgou relatório de conclusão do seu inquérito que apontava que Lula era o “Amigo” que aparecia na lista – o apelido, às vezes, aparecia com variações como “Amigo do meu pai” e “Amigo de EO”, ambos em referência a Emilio Odebrecht, pai de de Marcelo, que reassumiu a presidência da companhia após a prisão do filho.
Segundo a PF, o ex-presidente teria recebido 8 milhões de reais de uma “conta-corrente” da propina, como classificou a corporação, pagos entre o fim de 2012 e ao longo de 2013. Segundo o Jornal Nacional, da TV Globo, o valor citado nesta segunda-feira a Moro é de 13 milhões de reais. Parte do valor teria sido usada para comprar um terreno para abrigar a sede do Instituto Lula.

(Reprodução)
O ex-ministro Antonio Palocci, de acordo com Marcelo, seria o responsável pelos repasses do dinheiro. Ainda segundo o Jornal Nacional, no depoimento de hoje, Marcelo confirmou que “Italiano” era o apelido de Palocci na planilha e que outro ministro dos governos petistas, Guido Mantega, era o “Pós-Itália”.
No depoimento, Marcelo confirmou tudo o que já havia dito à força-tarefa da Lava Jato e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante as audiências do processo que analisa a cassação da chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
fonte: veja
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14/02/2017

Grupos pró-impeachment vão voltar às ruas para defender Lava Jato

Protesto, agendado para 26 de março, quer evitar esvaziamento da operação; ato também reivindicará direito de andar armado e a aprovação de reformas

 

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Os principais movimentos que saíram às ruas em 2015 e 2016 para pedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) marcaram uma nova manifestação para o dia 26 de março. A convocação começou a ser feita nesta segunda-feira pelos grupos Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL), Nas Ruas e Revoltados Online, entre outros.

O mote agora é mostrar o apoio incondicional à Operação Lava Jato e a contrariedade ao que entendem como interferência política sobre a investigação, como o desmonte da equipe da Polícia Federal, a escolha de investigados para cargos estratégicos no Congresso e a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pelo presidente Michel Temer para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.  “Nosso mote será: Brasil sem partido, pois não queremos um STF que se dobre às vontades deste ou de qualquer outro governo, agindo com lentidão para salvar os que têm foro privilegiado, utilizando-se dele para escapar da justiça”, diz texto assinado por sete movimentos que integram o ato.

Na esteira da greve da Polícia Militar no Espírito Santo, que gerou uma onda de insegurança no Estado, os grupos também defenderão o direito de os cidadãos portarem armas. “Voltamos às ruas. Desta vez, pelo fim do estatuto do desarmamento, fim do foro privilegiado, pelo bom andamento da Lava Jato e pelas reformas trabalhista e previdenciária — cortando privilégios e mamatas de políticos e do Judiciário”, escreveu o MBL em sua página no Facebook.

A data foi decidida nesta segunda-feira após os movimentos entrarem em um acordo. A ideia é ocupar as principais avenidas das maiores cidades do país, como aconteceu nos mega-protestos contra Dilma. Em São Paulo, o palco será novamente a Avenida Paulista, com estrutura de carros de som, bandeirões e trios elétricos.

fonte: Veja

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25/11/2016

Depoimento de Calero complica Temer e Geddel e mostra o nível do governo que promete salvar o País

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A situação do governo de Michel Temer piora com o passar das horas, no rastro da permanência de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) à frente da Secretaria de Governo da Presidência. A demissão de Geddel daria ao governo doses de credibilidade, mas o presidente da República prefere deixar o País sangrando à sombra de mais um escândalo envolvendo um ministro de Estado.

Como se nada representasse a pressão exercida por Geddel sobre o então ministro da Cultura, com o objetivo de modificar decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em relação a empreendimento imobiliário na capital baiana, Temer teve o nome mencionado de maneira incisiva em depoimento prestado por Marcelo Calero à Polícia Federal, nesta quinta-feira (24).

À autoridade policial, Calero afirmou que o presidente da República “enquadrou-o” para que encontrasse uma “saída” para a obra do interesse de Geddel Vieira Lima. O depoimento é grave e compromete o governo como um todo, pois o que se oferece ao País é o mesmo modelo de administração adotado pelo PT, em que as questões provadas estavam muito acima dos interesses públicos.

A letargia de Michel Temer é preocupante, já que o Brasil precisa recuperar a credibilidade no mercado de investimento, algo que não acontecerá tão cedo por conta dessas bizarrices típicas de repúblicas bananeiras. Ao manter-se em silêncio e se tomar uma atitude, o presidente deixa claro que tornou-se refém de um grupo de políticos fisiologistas que cultuam diuturnamente o “vale tudo”, como se no País inexistissem leis.

“Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”, destaca um trecho do depoimento de Calero, devidamente enviado ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Na sequência, o ex-ministro da Cultura afirmou que Michel Temer tratava via com impressionante tranquilidade a pressão exercida por Geddel, responsável pela articulação política de um governo que ainda não mostrou ao que veio.

A frouxidão de Temer como presidente, algo inúmeras vezes destacado pelo UCHO.INFO, ficou evidente em outro trecho do depoimento de Marcelo Calero: “Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente ‘que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão’”.

Sobre a decisão de deixar o Ministério da Cultura, Calero disse que sentiu-se “decepcionado” pelo fato de o próprio presidente da República tê-lo “enquadrado”. “Que então sua única saída foi apresentar seu pedido de demissão”, destaca trecho transcrito do depoimento do ex-ministro.

Por questões óbvias não há como patrocinar uma acareação entre Temer, Geddel e Calero, mas se isso fosse possível os dois primeiros deveriam considerar de serem desmascarados. Constrangedor, o imbróglio poderia ter sido solucionado com a demissão de Geddel, que com o desenrolar dos fatos pode não durar muito tempo no cargo. Até porque, um governo “meia bomba” não pode tratar escândalos com malabarismo oficial.

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09/09/2016

Manifestantes marcham até casa de Temer em SP

O ex-senador Eduardo Suplicy e o deputado federal e candidato a vice-prefeito de São Paulo pelo PSOL, Ivan Valente, participaram do protesto

 

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Em mais um protesto contra o governo do presidente Michel Temer, cerca de 10.000 manifestantes se concentraram nesta quinta feira no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo. O ato reuniu movimentos sociais ligados à Frente Povo Sem Medo e à Brasil Popular, como MTST, MST, CUT e CMP, e seguiu até a casa de Temer, no alto de Pinheiros.

Leia também: Estados e DF têm manifestações contra Temer no 7 de Setembro 

O ex-senador Eduardo Suplicy e o deputado federal e candidato a vice-prefeito de São Paulo pelo PSOL, Ivan Valente, participaram do protesto.

Com cerca de 40 policiais acompanhando o deslocamento até a casa de Temer, o protesto terminou sem incidentes. Quando os manifestantes chegaram à frente da praça cercada de grades onde fica a casa do peemedebista, o policiamento foi reforçado.

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08/09/2016

Michel Temer é satanista? Presidente decide desabafar e faz revelações

Em entrevista, Temer comenta polêmica e diz que só trabalha com evangélicos.

 

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Há alguns anos surgiu um boato que o hoje presidente do Brasil, Michel Temer, seria satanista. Tudo começou por conta de uma confusão a respeito de um livro chamado 'Filho do Fogo'. Escrito por Isabela e Eduardo Daniel Mastral, a obra conta uma história em que o diabo enviou um filho a terra e que esse ensinou a magia negra para muitos humanos. Essas pessoas especialistas em lidar com o inferno seriam capazes de conseguir tudo a partir do seu talento. A partir daí começou a confusão que o ex-vice da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), seria ou não filho do fogo.

 

Muita gente acreditou que um dos personagens seria o próprio Temer. Em abril deste ano, o pastor evangélico Silas Malafaia falou sobre esse assunto e negou que o representante do #PMDB fosse "satanista". "Isso é conversa fiada, é conversa para boi dormir. Ele tem uma união com todas as igrejas e já esteve em diversos atos com pessoas evangélicas", disse Malafaia em um vídeo publicado em abril deste ano. "Vamos deixar de bobagem, de besteira. A gente diz que é crente, mas acredita em qualquer coisa", contou o líder religioso.

 

 

Malafaia ainda criticou o fato de muitos evangélicos não conseguirem diferenciar o que seria verdade ou mentira. Ele ainda conta que quem inventou essa história seria um "lerdo". Em outro vídeo, Temer aparece ao lado de Marco Feliciano, deputado federal eleito pelo PSC de São Paulo. Nas imagens, ele mostra simpatia pelos evangélicos. Ele chega a pedir orações e pede a pacificação do Brasil.

 

Desabafo de Temer

"Deus me mandou para a Câmara. Quando eu cheguei aqui, eu só contratei evangélicos", disse o político, que ainda negou que tenha ido a um centro de umbanda ou espírita. Ele se diz católico, mas que tem um apreço muito grande pelos evangélicos. "A minha assessora organiza orações para me dar conforto. Esse amparo para mim é muito importante", diz o presidente negando que seja satanista, assim como  chegou a ser acusado várias vezes.

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03/09/2016

Preocupados com a inevitável inabilitação de Dilma, petistas agarram-se à “faca de dois gumes”

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Não bastou o golpe que manteve o direito de Dilma Vana Rousseff de exercer função pública – também de se candidatar a cargos eletivos – e a “companheirada” tenta mais uma vez rasgar a Constituição Federal, covardemente violentada no julgamento final do impeachment, quando o parágrafo único do artigo 52 foi modificado de forma criminosa.

Silenciar-se diante de inequívoco atentado contra a Carta Magna é concordar com o crime e permitir que situações idênticas se repitam no universo político. Inconformada com a perda da “boca rica”, status que era mantido com o discurso delinquente de os fins justificam os meios, a esquerda bandoleira mais uma vez tenta interpretar a lei de acordo com a própria conveniência.

Senador pelo PT pernambucano e um dos estridentes defensores da ex-presidente, Humberto Costadisse, nesta sexta-feira (2), que o recurso apresentado por partidos da outrora oposição contra o fatiamento da votação do impeachment é ume “faca de dois gumes”. Isso porque Costa crê que o Supremo Tribunal Federal (STF), caso prospere o recurso, poderá rever o mérito do afastamento de Dilma Vana.

“É uma atitude arriscada, o Supremo tem evitado o tempo inteiro se manifestar sobre o mérito (do impeachment). Na medida em que eles questionam uma das penas, eles abrem a possibilidade de o Supremo avaliar no mérito se houve crime de responsabilidade. É uma faca de dois gumes”, disse o petista.

Somente um ignorante em termos jurídico é capaz de fazer tal afirmação, pois é incontestável a violação da Constituição Federal, ato criminoso que contou com a conivência explícita do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF e notório simpatizante das causas petistas.

Afirmar que o Supremo tem evitado se manifestar sobre o mérito do impeachment é ignorar a fala de alguns integrantes da Suprema Corte, que não tem como fechar os olhos para o crime cometido. Contudo, como o aparelhamento do Judiciário é algo consumado, não se pode descartar a possibilidade bizarra de o Brasil viver seus momentos de Venezuela, onde a legislação é constantemente violada para atender aos interesses da ditadura local.

A questão é que a participação do PT no “acordão” que culminou em golpe perpetrado no plenário do Senado já começa a preocupar a cúpula petista, que tenta a todo custo fazer o partido ressurgir da lama da corrupção e das cinzas da incompetência. Por isso o discurso visguento e oco de Humberto Costa, que não sabe mais o que dizer para evitar uma catástrofe partidária.

O senador pernambucano tenta criar um entendimento de aluguel para ser despejado sobre a opinião pública e, ato contínuo, eventualmente convencer, debaixo do sopro da incerteza, os adversários para que desistam do recurso. Contudo, não será possível evitar que o STF julgue a questão, pois o País está não apenas diante de flagrante desrespeito à Constituição, mas de um golpe covarde e acintoso, o único no escopo do impeachment.

O parágrafo único do artigo 52 da Constituição é claro ao estabelecer que as penas cumulativas (perda do mandato e inabilitação para cargos públicos) são indissociáveis, bastando ao STF, no caso do recurso, estender o resultado da primeira votação para o julgamento como um todo, desprezando o fatiamento. Ao lançar conjecturas conspiratórias, o PT externa seu desespero diante da possibilidade de o partido afundar ainda mais.

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29/08/2016

Escudeiro de Dilma ainda tenta cooptar votos contra impeachment

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 Escudeiro da presidente afastada Dilma Rousseff, o deputado Silvio Costa (PTB-PE) ainda tenta cooptar votos contra o impeachment. Costa comemorou o fato de que o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) aplaudiu o discurso da petista. “É o mesmo que um jogador de futebol. Pode jogar mal a partida inteira. Se no último minuto fizer um gol, vai entrar para a história”, comparou o deputado. Ex-ministro de Dilma, Cristovam votou favorável à continuidade do processo no Senado e tende a ser contra a petista no julgamento final. Silvio Costa chorou durante o discurso de Dilma no Senado. Ele se esforça para encontrar condições políticas para o retorno da petista: “Os parlamentares são todos volúveis. Na hora que a Dilma voltar, eles também voltam. A governabilidade não será um problema”.

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25/08/2016

Gleisi protagoniza espetáculo deprimente e ouve insinuações sobre o marido

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Cientes de que a confirmação do impedimento de Dilma Rousseff é uma questão de dias, já que o julgamento final da presidente afastada teve início na manhã desta quinta-feira (25), a tropa de choque da petista não consegue esconder o nervosismo e o desespero.

Integrante do grupelho parlamentar que defende Dilma a qualquer preço, mesmo diante do comprovado crime de responsabilidade, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) rompeu esta quinta-feira (25) disposta a protagonizar um pífio e deprimente espetáculo no plenário do Senado. Acreditando ser o julgamento da presidente afastada uma partida de truco, no qual a gritaria dos jogadores suplanta a estratégia, Gleisi valeu-se de decibéis coléricos para, em ato desesperado, tentar salvar o mandato moribundo da ex-chefe.

A parlamentar paranaense, alegando que todas as afirmações feitas ao longo do processo de impeachment precisam ser provadas, questionou a moral e a honradez dos senadores que participam do julgamento de Dilma.

“Estou cansada de ouvir aqui que nós estamos preparando filme para a Presidente da República, que nós falamos aqui, porque queremos aparecer na TV Senado, porque nós estamos querendo angariar apoio popular com a nossa defesa da Presidenta aqui. Acho que nós temos que ser respeitados. Nós estamos num processo aqui que é doloroso para nós e para o País, um processo que nós questionamos desde o início. E nós temos o direito de nos manifestar e de defender a Presidenta da República”, esbravejou a transtornada senadora.

“Talvez haja uma coisa em que eu concorde com o Senador Magno Malta: aqui não há ninguém com condições de acusar ninguém, nem de julgar. Por isso, dizemos que é uma farsa”, completou.

Essa última frase foi o preâmbulo de um bate-boca acalorado no plenário, que teve início após Gleisi questionar aos gritos: “Qual é a moral deste Senado para julgar a Presidente da República? Qual é a moral que tem os Senadores aqui, para dizer que ela culpada, para cassar? Quero saber qual é a moral que vocês têm. Gostaria de saber, porque a metade aqui não tem”.

Apesar das inócuas tentativas do ministro Lewandowski de conter os ânimos dos parlamentares, o bate-boca acabou contraponto Gleisi e o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que, ao rebater a colega de parlamento, disparou: “Não sou assaltante aposentado”.

Na verdade, Caiado quis dizer “não sou assaltante de aposentado”, em clara referência o marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, investigado na Operação Custo Brasil e acusado de comandar esquema criminoso que surrupiou mais de R$ 100 milhões de servidores federais, inclusive aposentados, que recorreram a empréstimos consignados.

Indignada, a senadora petista rebateu Caiado ao questionar: “O que é isso?”. Ao que o democrata devolveu, repetindo a fala anterior: “Não sou assaltante (de) aposentado”. Desmascarada publicamente, Gleisi Hoffmann partiu para a tréplica: “Você é. E você é de trabalhador escravo”.

Considerando que até o final do julgamento sobraram chicanas jurídicas e tentativas de procrastinação, o melhor é acreditar que a decisão dos senadores sobre o futuro de Dilma sairá somente na próxima quarta-feira (31).

O Brasil enfrenta a pior crise de sua história e um momento político elevadamente conturbado, mas, mesmo assim, os defensores da presidente afastada querem impor aos brasileiros de bem mais algumas horas de angústia e sofrimento, apenas porque o bom senso e a lei interromperam um projeto criminoso de poder que transformaria o Brasil em uma ditadura comunista travestida de democracia.

 

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23/08/2016

Efeitos colaterais da era Dilma, desemprego dispara nas grandes regiões do País

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Qualquer medida econômica adotada pelo governo demora pelo menos seis meses para surtir efeito, caso nada de errado aconteça ao longo desse período. Exceto medidas mais drásticas, como confisco de recursos depositados em bancos e cadernetas de poupança.

Quando assumiu interinamente o governo federal, o peemedebista Michel Temer lançou um projeto chamado “Ponte para o Futuro”, que se seguido à risca pode ser bom para o Brasil. Contudo, o presidente em exercício, por força de sua formação acadêmica e eclética, não conseguiu passar à parcela desinformada da população um retrato da dura realidade que enfrenta o País. No caso de esse cenário não ser revertido no curto prazo, Temer pagará a conta de algo que não lhe cabe.

O melhor exemplo desse ônus deixado por Dilma Rousseff, a presidente afastada que em breve deverá ser impedida definitivamente, é a disparada do desemprego. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação o segundo trimestre deste ano foi a maior da série histórica, iniciada em 2012.

Segundo o levantamento, no Nordeste a taxa de desemprego subiu de 10,3%, no segundo trimestre de 2015, para 13,2%, no segundo trimestre deste ano. No Sudeste, saltou de 8,3% para 11,7%; no Norte, de 8,5% para 11,2%; no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%; e no Sul, de 5,5% para 8,0%.

No primeiro trimestre de 2016, os índices tinham ficado em 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul. As maiores taxas de desocupação no segundo trimestre do ano foram registradas nos seguintes estados: Amapá (15,8%), Bahia (15,4%) e Pernambuco (14,0%). As menores, em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).

Como mencionado acima, o resultado da Pnad Contínua foi o maior da série histórica em 20 dos 27 estados da federação. Apenas em Roraima, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia e Distrito Federal a taxa não foi a maior já registrada pelo IBGE.

No mais rico e industrializado estado da federação, São Paulo, o índice de desocupação ficou em 12,2% no segundo trimestre, de acordo com o levantamento o IBGE. Trata-se da maior taxa desde o início da série histórica da Pnad Contínua Trimestral, em 2012. No mesmo período do ano passado, o desemprego medido pela pesquisa em São Paulo estava em 9%. No trimestre anterior de 2015 o índice alcançou 12%.

A renda média real do trabalhador em São Paulo foi de R$ 2.482 no segundo trimestre, ante R$ 2.574 no primeiro trimestre. No mesmo período de 2015, a renda média era de R$ 2.665. Considerando que a inflação ainda é assustadora e resistente, o trabalhador está a ganhar cada vez menos.

Apenas a título de comparação, o salário mínimo ideal para junho deste ano, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), era de R$ 3.940,24, ou seja, 58% maior do que a renda média medida em São Paulo.

Considerando o fato de que dois terços dos brasileiros recebem até dois salários mínimos e levando-se em conta que a renda ideal, segundo o DIEESE, beira os R$ 4 mil mensais, não é difícil avaliar a extensão da crise econômica que chacoalha o País e não deve terminar tão cedo.

 

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22/08/2016

Mais Médicos corre risco de perder ao menos 2 mil profissionais

Prazo para que o Congresso Nacional aprove a medida provisória prorrogando o prazo de atuação de médicos estrangeiros termina no dia 29

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Médicos do programa do governo Mais Médicos podem não ter contratos prorrogados. Pelo menos 2 mil profissionais podem ser prejudicados (Moacyr Lopes Junior/Folhapress/VEJA/VEJA/VEJA/VEJA)

 

Municípios brasileiros que participam do Programa Mais Médicos correm o risco de perder pelo menos 2 mil profissionais a partir do dia 30. Daqui a uma semana, no dia 29, termina o prazo para que o Congresso Nacional aprove o projeto que converte em lei uma Medida Provisória, editada este ano, que permite a prorrogação do prazo de atuação de médicos estrangeiros no programa por mais três anos.

 

O prazo para aprovação do projeto é apertado. Não há garantias nem de que o texto seja aprovado na Câmara dos Deputados. O presidente, Rodrigo Maia (DEM), está fazendo um esforço concentrado às segundas e às terças-feiras para que MPs sejam votadas, mas prefere não fazer previsões. Se aprovado, o texto ainda segue para o Senado, onde a MP precisa ser apresentada e também votada, o que é outro problema. A votação final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff começa na quarta-feira e deve monopolizar todas as atenções por até uma semana.

 

Caso o prazo de votação não seja atendido, automaticamente os profissionais estrangeiros que vieram para o Brasil há três anos para atuar no Mais Médicos e não tiveram necessidade de validar o diploma obtido no exterior perdem o direito de atender pacientes. E o número deverá aumentar a cada dia, conforme os contratos forem vencendo. A estimativa é de que, até janeiro, 7 mil profissionais – a maioria de cubanos – completem o prazo máximo de permanência no País.

 

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O Ministério da Saúde já reconhece não haver solução rápida para uma eventual perda do prazo para a votação do projeto de conversão da MP. Teoricamente, uma das alternativas seria requisitar ao governo cubano o envio de novos profissionais para atuar no programa. Essa operação, por si só, demandaria tempo. Isso porque não basta recrutar, providenciar transporte e estadia. Profissionais estrangeiros que aderem ao projeto têm de fazer um curso de adaptação de três semanas, onde recebem noções de português e sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa é de que uma reposição da vaga demoraria pelo menos 50 dias.

 

Essa operação ocorre em um momento em que Ministério da Saúde e governo cubano negociam uma eventual manutenção do contrato de envio de médicos daquele país para atuar no Brasil. Cuba reivindica um aumento de até 30% no valor do contrato, usando como justificativa a mudança no câmbio. O governo brasileiro, por sua vez, afirma não haver recursos para isso.

 

Enquanto o impasse não é resolvido, governos brasileiro e cubano fizeram um trato para reposições pontuais até as eleições municipais. Esse acordo, no entanto, será inútil, caso a votação não seja feita no prazo previsto. Não há como trazer tantos profissionais, em um curto período de tempo. Procurada, a equipe do Ministério da Saúde afirma que será feito um esforço para que o projeto seja votado rapidamente.

 

(Com Estadão Conteúdo)

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